quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Om Purnam – o Mantra da Plenitude


“OM - PURNAMADAH PURNAMIDAM PURNAT PURNAMUDACHYATE.
PURNASYA PURNAMADAYA PURNAMEVAVASHISYATE.”

Significado:

OM - O que é pleno, isto é Plenitude, da plenitude surge o que é Pleno
Se o Pleno é subtraído da Plenitude, a inda assim o Plenitude permanece Plena

Mantra

"Om Namoh Bhagavate Sri Aurobindaya"
tradução:
Salve Sri Aurobindo


segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Lei do Sacrifício, por Sri Aurobindo

A lei do sacrifício é a ação divina comum que foi disseminada no mundo em seu começo como um símbolo da solidariedade do universo. É pela atração dessa lei que um poder divinizador salvador desce para limitar e corrigir e gradualmente eliminar os erros de uma criação egoística e auto-dividida. Essa descida, esse sacrifício do Purusha, a Alma Divina se submetendo à Força e à Matéria, afim de animá-las e iluminá-las, é a semente de redenção deste mundo de Inconsciência e Ignorância.

Fonte: A Síntese do Yoga, Parte I - O Yoga dos Trabalhos Divinos; Capítulo IV -
O Sacrifício, o Caminho Tríplice e o Senhor do Sacrifício

sexta-feira, 16 de março de 2012

A importância da consagração dos trabalhos

"Mesmo para aqueles cujo primeiro movimento natural é uma consagração, uma entrega e uma resultante transformação inteira da mente pensante e seu conhecimento, ou uma consagração, entrega e transformação totais do coração e suas emoções, a consagração dos trabalhos é um elemento necessário nessa mudança. De outro modo, embora eles possam encontrar Deus em outra vida, eles não serão capazes de realizar o Divino na vida; a vida para eles será uma inconseqüência não-divina sem sentido. Não será para eles a verdadeira vitória que deve ser a chave do enigma de nossa existência terrestre; seu amor não será o amor absoluto triunfante sobre si, seu conhecimento não será a consciência total e o conhecimento todo-abrangedor."

Sri Aurobindo

Fonte: A Síntese do Yoga, Parte I - O Yoga dos Trabalhos Divinos; Capítulo III - Auto-Entrega nos Trabalhos - O Caminho do Gita

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Campo de Ação do Yoga Integral


"A vida, não um Além silencioso e remoto ou estático altamente elevado – a Vida por si só, é o campo de nosso Yoga. A transformação da maneira humana de pensar, ver, sentir e ser fragmentária e estreita, superficial, numa consciência espiritual ampla e profunda e numa existência exterior e interior integradas, e a transformação de nossa vida humana ordinária no modo de viver divino deve ser seu propósito central. O meio para este fim supremo é uma auto-doação de toda nossa natureza ao Divino. Tudo deve ser dado ao Divino dentro de nós, ao Todo universal e ao Supremo transcendente. Uma concentração absoluta de nossa vontade, nosso coração e nosso pensamento nesse Divino múltiplo e único, uma auto-consagração sem reservas de nosso ser inteiro ao Divino somente – este é o movimento decisivo, a virada do ego para Aquilo que é infinitamente maior que ele, sua auto-doação e indispensável entrega."

Fonte: A Síntese do Yoga, Parte I - O Yoga dos Trabalhos Divinos; Capítulo III - Auto-Entrega nos Trabalhos - O Caminho do Gita

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Resumo das Obras de Sri Aurobindo

Sri aurobindo iniciou sua prática de Yoga em 1905.
Dentro de alguns anos realizou algumas experiências espirituais fundamentais. Em 1910 se afastou dos movimentos políticos e se mudou para Pondicherry para se concentrar em seu trabalho e em sua vida interior.
Ao longo dos próximos 14 anos, desenvolveu um novo caminho espiritual, o Yoga Integral, cujo objetivo final é a transformação da vida através do poder da consciência supramental.
Em 1926, com a ajuda da Mãe, sua colaboradora espiritual, fundou o Ashram Sri Aurobindo.
Sua visão é apresentada em numerosos trabalhos em prosa e poesia, dentre os quais alguns foram escritos por ele (outros, foram anotações de discípulos ou compilações)
Para nos situarmos, suas obras escritas:

A Síntese do Yoga (Introdução publicada em português com o nome "A Vida Toda é Yoga", pela Casa Sri Aurobindo, de Belo Horizonte)
Savitri (parte I recentemente publicada pela Associação Nacional de Yoga Integral)
The Life Divine (A Vida Divina)
The Secret of the Veda
The Upanishad I-II
Essays on the Gita
The Renaissance in India and Other Essays on Indian Culture
The Human Cycle

Os Estudos da Filosofia do Yoga Integral acontecem toda sexta-feira, no Samyama, Tijuca
Rua Barão de Mesquita, 205 -B
Rio de Janeiro

Mohanna Shakti.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Valor da Base Material e Vital bem estabelecida para a Manifestação Espiritual

Aquilo que a Natureza desenvolveu para nós e estabeleceu firmemente é a vida no corpo. Ela efetuou certa combinação e harmonia dos dois elementos inferiores, mas mais fundamentalmente necessários, de nossa ação e progresso sobre a Terra – a Matéria, que, apesar dos muito etereamente espiritualizados poderem desprezá-la, é nosso alicerce e a primeira condição para todas as nossas energias e realizações, e a Energia-Vida que é nosso meio de existência em um corpo material e a base nele de nossas atividades mentais e espirituais. Ela alcançou de forma bem-sucedida certa estabilidade de seu movimento material constante que é ao mesmo tempo suficientemente estável e durável e suficientemente maleável e mutável para proporcionar uma moradia e instrumento aptos para a progressiva manifestação de deus na humanidade. É o significado da fábula no Aitareya Upanishad que nos diz que os deuses rejeitavam as formas animais sucessivamente oferecidas a eles pelo Divino Ser e apenas quando o homem foi produzido, eles gritaram, “Este de fato é perfeito,” e consentiram em entrar nele. Ela também efetuou um compromisso de trabalho entre a inércia da matéria e a Vida ativa que vive nela e a sustenta, através da qual não só a existência vital é mantida, mas os desenvolvimentos mais completos da mentalidade são possibilitados. O equilíbrio constitui o estado básico da Natureza no homem e é denominado na linguagem do Yoga seu corpo grosseiro composto do invólucro de alimento ou material e o sistema nervoso ou veículo vital[1].


[1] Annakoṣa e prānakoṣa

Fonte: A Síntese do Yoga, Introdução - As Condições da Síntese; Capítulo II - Os Três Passos da Natureza